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2.800 crianças mundialmente falam abertamente sobre segurança cibernética


O Relatório da Norton identificou que seis em dez crianças tiveram experiências online negativas, de exposição à nudez e violência a algum estranho tentando marcar um encontro com elas na vida real

As crianças em todo o mundo estão crescendo em um mundo online, aprendendo a navegar não apenas na Web, mas novas regras, emoções e, infelizmente, algumas experiências negativas.

· Raiva. Preocupação. Medo. – As crianças reportaram esses sentimentos sobre experiências online negativas;

· Mais da metade sentiu alguma responsabilidade pessoal por suas experiências online negativas ;

· Quase sete em dez crianças afirmaram que iriam recorrer aos seus pais caso algo ruim acontecesse online ;

· Mais da metade das crianças consideram que são mais cuidadosas online que seus pais. Vinte por cento na verdade afirma que seus pais “não têm ideia” do que elas estão fazendo online.

O Norton Online Family Report, divulgado hoje, é um bom lembrete para que os pais se conectem a vida online de seus filhos, se ainda não estiverem fazendo isso – especialmente com as crianças que passam uma média de 10% mais tempo online por mês do que no ano passado. Nos últimos três anos, a Norton examinou as lacunas entre pais e filhos no que tange a suas crenças e comportamentos online. Com o relatório desse ano, a Norton também analisou o impacto emocional das experiências online nas crianças e seus códigos de conduta online.

A Norton foi diretamente à fonte, pesquisando 2.800 crianças e mais de 7.000 adultos em 14 países sobre suas vidas e experiências online. O estudo resultante, o Norton Online Family Report, foi realizado pela empresa de pesquisa StrategyOne e examina as experiências online reais dos filhos em comparação com as suposições dos pais – com alguns resultados surpreendentes.

De acordo com Anne Collier, Editora do NetFamilyNews.org e Co-Diretora do ConnectSafely.org, que colaborou com a Norton no estudo: “Esse relatório oferece uma rara visão sobre as vidas online de jovens em muitos países – em suas próprias palavras. Ele não apenas transmite uma mensagem clara de que as questões de segurança e proteção online no que tange ao cuidado dos pais são universais, como oferece insights e informações que podem capacitar os pais mundialmente a ajudar os filhos a utilizar a internet de maneira segura e manter a comunicação familiar sobre tecnologia aberta e contínua – a melhor prática de segurança na internet em casa, na escola e em qualquer lugar”.

Uma lacuna preenchida

Em 2008, a Norton identificou que as crianças reportavam passar cerca de 10 vezes mais tempo online do que os pais tinham consciência. Em 2009, a lacuna diminuiu, com as crianças afirmando ficarem online duas vezes mais do que os pais percebiam. Esse ano, pais e filhos estão em total sincronia sobre o tempo que eles passam online – preenchendo uma importante lacuna.

Os pais não estão informados

No entanto, somente 45% dos pais percebem que seus filhos estão tendo experiências negativas. Embora os pais geralmente estejam cientes das atividades nas quais seus filhos participam online, eles subestimam até que ponto as crianças baixam músicas e vídeos, as atividades nas quais os filhos podem estar expostos a conteúdo inadequado e sendo incentivados a divulgar detalhes pessoais.

Emoções das crianças

As crianças estão sentindo um impacto emocional poderoso nas experiências negativas online. Elas têm maior propensão a sentir raiva (39%), tristeza (36%), medo (34%) e temor/preocupação (34%) como resultado de um incidente dessa natureza. Um quinto das crianças mundialmente se arrepende do que fizeram online. Além disso, as crianças sentem alguma responsabilidade pessoal por essas experiências negativas, especialmente quando baixam um vírus ou caem em um golpe.

A boa notícia

As crianças efetivamente querem mais envolvimento dos pais em suas vidas online. Além de recorrer aos pais se algo ruim tiver acontecido online, quase nove em dez reportam que seguem as regras familiares para o uso da internet. Adicionalmente, a maioria das crianças afirma que sabe se comportar online: quase sete em dez dizem que não intimidam e não são ruins com outras pessoas online, mais de seis em dez afirmam que não assediam ou perseguem outras pessoas online, e cerca de seis em dez evitam transmitir fotos ou posts embaraçosos de outras pessoas. Mais da metade não faria ou diria algo online que não faria ou diria off-line.

Novas dicas para os pais

Embora as crianças estejam cientes de muitas regras de bom senso para permanecerem seguras online, as regras antigas não são suficientes para acompanhar o mundo online em rápida transformação. Além de conversar com os filhos, manter o software de proteção atualizado e utilizar ferramentas projetadas especificamente para a segurança de suas crianças, os pais podem melhorar as experiências online dos filhos com novas dicas que combinam tecnologia e comunicação.

· Prepare seus filhos para as boas e más experiências online – não espere até algo ocorrer

· Enfatize a importância de refletir antes de clicar e baixar algo

· Para se proteger contra links maliciosos em redes sociais, utilize uma ferramenta gratuita, como a aplicação de varredura Norton Safe Web para o Facebook, que utiliza a tecnologia de classificação de sites para analisar novos feeds de membros

· Utilize um orientador de pesquisas (search advisor) para ajudar a identificar se um website é seguro ou inseguro

· Conscientize seus filhos que aquilo que acontece com eles online é uma responsabilidade compartilhada – as crianças não podem assumir toda a responsabilidade pelo que acontece com elas online.





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